A problemática do cinema infanto-juvenil brasileiro
Munhoz e o personagem de "Brichos". © Leo Lara

Num país que sempre teve entre suas maiores bilheterias filmes infanto-juvenis, o cinema brasileiro parece estar tendo dificuldades de se comunicar com esse público alvo. Entre a enorme concorrência de filmes hollywoodianos, o pouco incentivo voltado especificamente ao gênero e o pouco interesse dos próprios cineastas e produtores, o cinema infanto-juvenil brasileiro tem sobrevivido por conta do esforço de alguns poucos. Se o boom da animação no país tem garantido uma cota anual a essa produção, o live action tem sofrido um pouco mais. Nesse sentido, 2014 parece especial em relação ao passado recente e ao futuro próximo. Já estrearam “O Menino no Espelho” (2014), de Guilherme Fiúza Zenha, em algumas praças, com previsão para estrear nacionalmente em breve, “Meninos de Kichute” (2011), de Luca Amberg, e “Amazônia” (2013), coprodução Brasil-França de altíssimo orçamento, dirigido pelo francês Thierry Ragobert. Neste ano, previsto para chegar em cartaz em dezembro, e que fez sua pré-estreia no Festival de Gramado onde recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular, ainda tem “O Segredo dos Diamantes”, de Helvécio Ratton.

Entre as animações, a situação é mais promissora. Na virada do ano passado para esse, estrearam “Minhocas”, de Paolo Conti e Arthur Nunes, e “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu. Até o final do ano, filmes como “Nautilus”, de Rodrigo Gava, e “As Aventuras do Avião Vermelho”, de Frederico Pinto e José Maia, chegam ao circuito. Fora os muitos filmes já em processo de produção, como “O Clube Secreto dos Monstros”, de Victor Hugo Borges, “Teca e Tuti em: uma Noite na Biblioteca”, de Diogo Dolmo, “Bugigangue no Espaço”, de Ale McHaddo, “Lino”, de Rafael Ribas, e “Tarsilinha”, de Célia Catunda Serra, entre outros. Na seara dos live action, apenas “O Escaravelho do Diabo”, de Carlos Milani, deve ser filmado ainda em 2014.

As bilheterias, porém, seguem baixas. “Amazônia”, que chegou aos cinemas durante a Copa do Mundo, fez pouco menos de 18 mil espectadores em mais de 170 salas no primeiro final de semana – até o fechamento desta reportagem, o público estava na casa dos 51 mil espectadores. “O Menino e o Mundo”, que é um filme bem mais ousado narrativamente, está na casa dos 25 mil espectadores, por exemplo. Mesmo uma saga que conseguiu bons resultados depois dos anos 2000, a de Tainá, viu seu público declinar. “Tainá – A Origem”, de Rosane Svartman, lançado em 2013, fez 354 mil espectadores, frente aos 789 mil de “Tainá 2 – A Aventura Continua” (2005), de Mauro Lima, e aos 854 mil de “Tainá – Uma Aventura na Amazônia” (2001), de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch – menos da metade dos anteriores.

O cinema brasileiro sempre se comunicou com o público infanto-juvenil, em geral com comédias circenses, como os filmes do Mazzaropi e do grupo Os Trapalhões. A partir dos anos 1990, entre as maiores bilheterias, era possível ver filmes protagonizados por Didi (Renato Aragão), com ou sem os outros Trapalhões, ou pela apresentadora infantil Xuxa. Ambos os sucessos pararam de lançar filmes no final da década passada – “O Guerreiro Didi e a Ninja Lili” (2008) e “Xuxa em o Mistério de Feiurinha” (2009) foram os últimos –, deixando uma lacuna no mercado, ainda não preenchida.

Pedro Carlos Rovai, produtor da saga “Tainá”, busca unir o setor para melhorar as políticas públicas ao gênero, e investe na TV com a primeira temporada da série animada da indiazinha. © Cláudio Bonesso

Dificuldade de chegar ao público

O cinema brasileiro infanto-juvenil tem tido enorme dificuldade em chegar ao público. Desde o último filme da Xuxa, um filme brasileiro do gênero não chega à casa dos 500 mil de espectadores – “Xuxa em o Mistério de Feiurinha” fez 1,3 milhão. São já cinco anos. Sem um nome forte para afrontar, os filmes tupiniquins perdem cada vez mais espaço para os blockbusters norte-americanos, que chegam dominando mais de 30% do mercado de exibição por filme. “Nenhum país do mundo terá condições de fazer frente a uma produção norte-americana nesta área. Não temos capital para fazer um grande filme. Uma produção da Pixar, por exemplo, custa o correspondente a cem vezes mais que uma produção nacional em reais. Também precisamos expandir o mercado para que haja mais gente interessada neste tipo de arte. Para fazer um longa para cinema, a primeira coisa que precisamos lembrar é que cinema é pago, e hoje está caro levar a família para assistir um filme. Graças a facilidades tecnológicas, nos últimos anos, tem surgido vários longas, porém pecam pela qualidade da animação e produção. Muitos destes filmes deveriam ser destinados à TV. Neste caso, uma distribuidora não arrisca fazer mais de 30 cópias para estes tipo de animação, enquanto uma produção americana chega a ter três mil. O produtor nunca vai ganhar nada. Muitas destas produções não pagam as cópias”, opina Walbercy Ribas, o animador que mais conseguiu fazer público no Brasil, para além dos filmes da Turma da Mônica, com “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes” (2009), codirigido por Rafael Ribas – 370 mil –, e com “O Grilo Feliz” (2001) – 217 mil.

“O mercado de cinema se assustou com o resultado da bilheteria, porque não tivemos apoio de qualquer grande distribuidora. Já no segundo filme, foi usada a técnica da computação gráfica, sendo distribuído pela Fox, com 120 cópias. Nos dois longas, procuramos abordar assuntos internacionais, fugindo do folclore brasileiro. ‘O Grilo Feliz’ foi a primeira animação brasileira a estrear na TV norte-americana, estreou no México com 80 cópias. Hoje os dois filmes estão pelo mundo em mais de sessenta países”, explica Walbercy.

A animação “O Grilo Feliz”, de Walbercy Ribas, foi uma das poucas produções que alcançou boa bilheteria, e hoje dois filmes do personagem estão em mais de sessenta países

O diretor, da Start Desenhos Animados, se prepara para produzir “Lino”, longa a ser dirigido por seu filho, Rafael Ribas, totalmente em computação gráfica, usando a técnica de estereoscopia. O filme, cujo orçamento é de R$ 8,4 milhões, conta a história de Lino, um animador de festas que usa uma fantasia enorme e desconfortável de gato. Cansado com a situação, procura o mago Don Leon, que o transforma em sua própria fantasia. A previsão de lançamento é para janeiro de 2016.

Para o distribuidor Bruno Wainer, da Downtown Filmes, responsável por lançar longas como “O Menino no Espelho” e “Taina – A Origem”, é muito difícil competir com os produtos hollywoodianos, em especial com a animação, muito por conta da engrenagem para além dos filmes, como canais de TV, parques de diversão, produtos licenciados etc. “A animação independente é um caso perdido – o custo/beneficio é injustificável. Não há logica de mercado para o gênero, por isso só uns poucos abnegados tentam se aventurar por aí. É um fato mundial. Já o gênero live action, pode ter alguma chance. Projetos baseados nos livros da Thalita Rebouças, por exemplo, podem agradar a garotada. Mas é bom que se diga que os gêneros infanto-juvenis que vendem são as animações e os filmes de super-heróis, e nestas duas áreas não há competição possível”, avalia. Por isso, para ele, não faz diferença o incentivo para o gênero. “Uma animação hollywoodiana custa mais de cem milhões de dólares – não haverá jamais incentivo suficiente para esse gênero. O produto gerado pelo incentivo é aquele que vai disputar prêmio em Annecy e talvez um dia vá até disputar uma estatueta no Oscar, mas jamais será comercialmente competitivo”, aponta.

Helvécio Ratton, diretor de “O Menino Maluquinho” e “O Segredo dos Diamantes”, vê a escassez do gênero devido à competição com os filmes internacionais. © Leo Lara

Helvécio Ratton, um dos principais diretores brasileiros contemporâneos de filmes infanto-juvenis, responsável por “A Dança dos Bonecos” (1986) e “O Menino Maluquinho” (1995), entre outros, também vê a difícil competição como uma das razões de escassez de filmes do gênero no mercado. “Pelas dificuldades na distribuição e exibição, nossa produção de filmes-família é inexpressiva numericamente. Os filmes para o público familiar são a galinha dos ovos de ouro do cinema norte-americano, que investe muito no gênero e tem produzido filmes interessantes, de alta tecnologia. Os filmes americanos para esse público são lançados no Brasil com centenas de cópias e campanhas milionárias de divulgação, ocupando as salas de cinema nas férias escolares e jogando para escanteio os filmes brasileiros. A competição é desigual e brutal, e isso afasta os produtores do gênero”, pontua.

Ratton, que tenta a sorte durante as férias escolares de dezembro com seu novo “O Segredo dos Diamantes”, porém, crê que o pouco incentivo específico ao filme infanto-juvenil ajuda a moldar esse cenário atual. “Não há nenhum tipo de incentivo à produção de filmes infanto-juvenis, apesar da importância de formarmos público para o cinema brasileiro, acostumando o espectador desde cedo com nossos filmes. É muito difícil colocar um filme infanto-juvenil brasileiro nos cinemas; o mercado é fechado para nossos filmes. Sou da opinião de que deveria haver uma política de incentivo para que os exibidores tenham interesse em programá-los, talvez um tratamento especial para filmes infantis em relação à quota de tela, por exemplo”, complementa.

Políticas públicas são insuficientes?

Tentando reverter isso é que, em 2011, durante o seminário Cinema Infantil Brasileiro: Trajetória e Futuro, que aconteceu no Festival de Brasília, produtores como Márcio Curi e Pedro Carlos Rovai criaram uma bancada, buscando unir o setor e reclamar melhores políticas públicas ao gênero, sem muito sucesso. “Aqui o apoio governamental é indispensável para a produção cinematográfica nacional e é crônica a carência de filmes infanto-juvenis brasileiros. Dessa forma, estamos muito mais próximos (e é onde precisamos nos focar) às iniciativas de países como Dinamarca ou Suécia. Na Dinamarca, a legislação local determina que 25% dos recursos para o audiovisual sejam investidos na produção infanto-juvenil. Na Suécia, há o mesmo percentual para o mesmo nicho de mercado. O que discutimos na bancada do cinema infanto-juvenil é justamente que os poderes públicos defendam os mesmos 25% para a produção infanto-juvenil brasileira”, aponta Pedro Carlos Rovai, da Sincrocine, responsável pela saga Tainá.

“Brichos” é considerado um sucesso, já teve duas estreias no cinema, uma série televisiva e vai virar game

Para Rovai, a coisa vai além da competição com outras cinematografias; é questão de política pública. “Menos de três por cento da produção anual brasileira é direcionada para o público infanto-juvenil. E esse direcionamento de público-alvo não é apenas uma questão do interesse do produtor em dialogar com esse nicho de mercado específico. Longe disso. É algo que vem desde os comitês de seleção dos projetos através dos diferentes mecanismos de fomento. Ao que parece, em termos de políticas públicas, prefere-se um cinema autoral sem que exista um número suficiente de espectadores maduros ou com vontade o suficiente para consumir tais filmes. Fazer filme infanto-juvenil no país não é fácil, embora seja uma carência econômica e cultural para o nosso cinema. Basta comparar a indústria livreira nacional e o espaço dado para o livro infantil brasileiro com a nossa produção cinematográfica. Não é só uma questão de formação de público, mas de formação cultural mesmo”, complementa.

Na busca por formar um público maior é que Rovai está apostando em outra mídia, a televisão. Ele produz a primeira temporada da série animada “Tainá”, baseada na indiazinha dos filmes, agora numa roupagem de animação. Serão 52 episódios de 11 minutos cada.

Walbercy Ribas, criador de “O Grilo Feliz”, aposta mais no crescimento do mercado de TV do que no de cinema

O diretor Paulo Munhoz, da Tecknokena, também aposta na força dos personagens que criou para mudar a balança de lado. Responsável por “Brichos” (2006), que ganhou uma continuação, “Brichos 2 – A Floresta é Nossa” (2012), e uma série televisiva homônima, atualmente no ar, Munhoz já prepara o terceiro filme, as novas temporadas da série, além de querer entrar no mundo dos games. O diretor acredita que o diálogo com a televisão é a solução para os filmes infanto-juvenis conseguirem perspectivas melhores – em especial no seu caso, considerando o resultado dos dois longas nas bilheterias, que, juntos, acumularam por volta de 25 mil espectadores. “O consumo cinematográfico se dá por uma imposição de marketing ou por um consumo daquilo que já se sabe o gosto. Contam, assim, com a força da televisão. Na medida em que conquistemos a TV, nossas chances no cinema vão aumentar. O pai ou mãe só vai pagar a sessão para a família toda se tiver garantia de um bom retorno. E, para eles, um título desconhecido não é atraente. Tivemos relatos de crianças querendo ver ‘Brichos 2’ por se apaixonar pelo display, mas a mãe preferia o ‘Detona Ralph’ [animação da Disney]”, comenta. Para Munhoz, também precisamos de longa formação de animadores, em especial no formato 3D estereoscópico, para competir com produtos estrangeiros.

Walbercy Ribas também acredita mais no potencial da televisão, em especial por conta dos incentivos direcionados devido à lei da TV paga. Isso porque a animação é um formato que hoje já tem verbas direcionadas nos editais diversos. “Nos últimos anos, tem surgido bastante apoio, mais para série de TV, porque as leis obrigam os canais de TV a cabo a oferecerem conteúdo nacional. Na área de cinema, ainda está muito devagar. A Ancine precisaria acreditar mais, e apoiar mais quem já tem experiência e já está sabendo fazer, sem abandonar os que estão iniciando. Hoje já temos bons profissionais, mas falta dinheiro para fazer uma grande produção. A nossa história da animação ainda é jovem e somente nos últimos anos tem se fortalecido. Acredito que só teremos êxito no momento em que pensarmos como um produto rentável; cinema precisa dar lucro, se não, ele não terá continuidade”, afirma Walbercy.

A indiazinha Tainá ganhará versão em animação para série televisiva, aproveitando o grande mercado que está se abrindo na TV

O desafio da dramaturgia autêntica

Talvez um dos pontos fracos para a consolidação do filme infanto-juvenil brasileiro seja o fato de ele requerer uma dramaturgia própria, pois deve saber dialogar com as mais variadas idades, em especial crianças e pré-adolescentes. Não é fácil atingir esse público. Além de ultrapassar as barreiras financeiras para produzir e exibir um filme do gênero, é necessário conquistar seu público pela narrativa e por seus personagens. “Creio que, quando se trabalha para crianças e jovens, é vital você escrever como se fosse da mesma idade, ser sincero, sonhador e aventureiro como eles. A diferença está no fato deles não gostarem de serem tratados como tolos ou esperar o lugar comum; eles querem mesmo é se encantar e se emocionar com tudo”, comenta Guilherme Fiúza Zenha, diretor que estreia em longas com “O Menino no Espelho”, baseado em livro homônimo de Fernando Sabino, e que acompanha um garoto que deseja tanto ganhar uma sósia para fazer as coisas chatas da vida que seu reflexo sai do espelho para ocupar a função. A direção também deve se voltar para isso. “É divertidíssimo trabalhar com crianças, mais lúdico e muito mais livre. Eles têm outra forma de interpretar, mais verdadeira, cabe ao realizador saber aproveitar isso. Em contrapartida, eles se cansam muito mais rapidamente e tem um tempo diferente. Mas sempre gratificante”, complementa. Fiúza já negocia dois textos voltados para o mesmo público, para os próximos projetos.

“O Menino no Espelho”, do mineiro Guilherme Fiúza Zenha, aposta no gênero infanto-juvenil, baseado em livro de Fernando Sabino. © Gustavo Baxter

Paulo Munhoz também pensa nas melhores formas de se filmar para crianças e jovens. “Converso muito com meu filho e com os amigos dele e analiso os filmes, games e livros que funcionam com esse público. Acho que o principal elemento é não subestimar a inteligência deles e encontrar a linguagem apropriada. Outro ponto importante é saber que se está fazendo um filme para a família assistir junto, ou seja, há que se terem camadas dentro do roteiro, direcionadas para entendimentos diferenciados”, explica.

Walbercy Ribas aponta os problemas extrafílmicos, mas que tendem a ser uma complicação. “Existe muito policiamento de educadores, pedagogos, dos pais etc. Qualquer exemplo duvidoso ou fora do contexto vem muita crítica. Por outro lado, só sou um artista, um realizador. No caso do cinema, algumas das vezes que trabalhei com psicólogo ou educador, os textos ficavam muito comportados e fugiam muito do linguajar que se fala no dia a dia. Filme exige muita dinâmica e uma linguagem mais apropriada para se comunicar”, afirma. Walbercy também ressalta a importância de se pensar no público e direcioná-lo na feitura do filme. “O Grilo Feliz” foi pensado na faixa infantil, até oito anos, e “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes” no infanto-juvenil, acenando para um público mais velho.

Guilherme Fiúza Zenha, diretor de “O Menino no Espelho”, já negocia mais dois projetos voltados para a criançada. © Daniela Nader

O que guia Helvécio Ratton, por outro lado, não é tanto uma dramaturgia própria e sim a capacidade de prender a atenção do espectador, não importando a idade. “A linha dramática não muda, o que muda mesmo é a capacidade de compreensão do espectador infantil de determinadas situações ou informações devido à sua pouca vivência e maturidade. É preciso ter sensibilidade para sentir o pulso desse público e prendê-lo na poltrona. O que não é fácil”, afirma. Vale dizer que, tanto Munhoz quanto Walbercy e Ratton, foram motivados a buscar e batalhar por um conteúdo infanto-juvenil pela paternidade, desejando construir um conteúdo de qualidade para seus filhos, e sensibilizados pela experiência de lidar com essa outra idade.

Outro fator importante é a sintonia. O criador tem que estar a par do mundo das crianças e dos jovens no momento da realização. Para esse público, as referências mudam constantemente, na velocidade dos tempos atuais. “Não se pode mais pensar em cinema infanto-juvenil como algo menor, de baixa importância artística ou mercadológica, de narrativa inocente. O público infanto-juvenil brasileiro atual é super antenado – seja nas novas tecnologias (uma geração que já nasce curtindo páginas no Facebook), seja em uma linguagem cinematográfica mais ágil – e, ao mesmo tempo, sedento por conhecer os valores e a cultura brasileira. Um público que quer saber mais do seu país, mas não de uma maneira careta ou sem graça. A criança é um público mais exigente do que o adulto. Tem sua lógica própria e uma profunda sensibilidade para o que é certo e errado. A roteirização de um filme destinado às crianças é muito mais complexa”, conclui Pedro Carlos Rovai.

“O Segredo dos Diamantes”, de Helvécio Ratton, um dos poucos filmes lançados para a garotada, estreia nos cinemas nas férias escolares de dezembro

 

Por Gabriel Carneiro

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