Livros Livros, por Hermes Leal — 10 agosto 2016
Os primórdios do cinema, por Guilherme de Almeida

Um dos pioneiros da crítica cinematográfica e dos costumes de São Paulo, através de suas crônicas diárias, Guilherme de Almeida acaba de lançar, pela editora Unesp, “Cinematographos – Antologia da Crítica Cinematográfica”, organizado pelos pesquisadores Donny Correia e Marcelo Tápia. O título refere-se à coluna sobre cinema que escreveu no jornal “O Estado de São Paulo”, entre 1926 e 1942, sob o pseudônimo de “G”. Os textos de Guilherme são como visitar um museu, onde podemos perceber o calor do momento em que o cinema virou arte, o cinema mudo ficou sonoro e o preto e branco se tornou colorido, quando surgia “Tempos Modernos” e “O Encouraçado Potemkin”. E quando Hollywood se tornou a cidade “da perdição, a nova Sodoma, babilônia moderna”.

Do cinema brasileiro na época, Guilherme falou pouco, mas aplaudiu a chegada do som no cinema, porque assim poderíamos ouvir o som do nosso sabiá, e como o filme “Escrava Isaura”, em 1929, tinha condições para virar um sucesso. As crônicas de Guilherme de Almeida acompanha o desenvolvimento da cidade de São Paulo rumo ao modernismo, suas luzes e movimento, sua vida agitada, muitas vezes expostos como analogia aos filmes que analisava. Se arriscou como argumentista no cinema, e é autor do argumento de “Tico-Tico no Fubá”, de 1952, indicado ao Festival de Cannes.

Relacionados

Compartilhe

(0) Comente

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>