Almanaque da Rosário — 25 janeiro 2017
Elenco panamericano

A série “Narcos”, que pode ser sequenciada com nova temporada – agora sobre o Cartel de Cali – perdeu seu protagonista absoluto, o brasileiro Wagner Moura. O ator, por sua impressionante recriação do traficante Pablo Escobar, foi até indicado ao Emy, o Oscar da TV. Mas seu personagem morreu no último capítulo da segunda temporada desta que foi a mais badalada e difundida produção da Netflix. E, até que chegasse ao fim a saga bandida de Escobar, Wagner pôde atuar sob a direção de grandes diretores, comandados pelo produtor-geral, o cineasta José Padilha. E, o que é melhor, trabalhar com o mais estelar dos elencos latino-americanos já vistos num só folhetim.

Citemos os mais conhecidos dos cinéfilos brasileiros: os chilenos Alfredo Castro e Paulina Garcia, os mexicanos Damián Alcázar e Bruno Bichir, e o jovem “tico” Leynar Gomez. Alfredo Castro, intérprete do pai de Escobar, é o ator-fetiche de Pablo Larraín, cineasta hispano-americano de maior repercussão no mundo contemporâneo (só no Globo de Ouro 2016, emplacou vagas com “Neruda”, candidato a melhor filme estrangeiro, e com “Jackie”, melhor atriz, para Natalie Portman). Alfredo Castro protagonizou “Tony Manero” e “Post-Mortem”, e teve papéis importantes em “No”, “O Clube” (sobre pederastia na Igreja Católica) e papel secundário em “Neruda”. E viu o filme venezuelano que protagonizou – “Desde Allá” (“De Longe te Observo”), de Lorenzo Vigas – ganhar o Leão de Ouro em Veneza 2015. Paulina Garcia, que interpretou a dedicada mãe de Escobar, ganhou fama com “Glória”, uma das maiores bilheterias do cinema chileno, filme lançado em dezenas de países e vencedor do Platino 2014. Bruno Bichir, que fez o advogado de Pablo Escobar, é um astro no México, desde que “O Beco dos Milagres”, de Jorge Fons, o colocou como par amoroso da bela Salma Hayek. Famoso também é Damián Alcázar, intérprete de um dos mais terríveis mafiosos da série “Narcos”. Ele atuou em produções mexicanas (“O Crime do Padre Amaro”, “A Lei de Herodes”, “A Ditadura Perfeita”) e de outros países (“A Passageira”, no Peru, “O Último Comandante”, na Costa Rica, “Garcia”, na Colômbia, e “As Crônicas de Nárnia”, produção anglo-americana). O jovem Leynar Gomez, que interpretou Limón, o mais fiel dos escudeiros de Escobar, é um talento “tico” (ou seja, costarriquenho), que conheceu a fama com o longa “Presos” e virou um astro hispano-americano. Só faltou a Wagner Moura contracenar com mais dois grandes nomes do cinema latino-americano: Ricardo Darín e Gael García Bernal.

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