Almanaque da Rosário — 25 janeiro 2017
Prêmio Almanaque: Juliana Galdino

O Prêmio Almanaque deste mês vai para Juliana Galdino, atriz de teatro, cinema e TV. Protagonista de “Leite Derramado”, recriação teatral do romance homônimo de Chico Buarque, Juliana, num desafio sobre-humano, dá vida ao delirante e centenário Eulálio D’Assumpção (foto). E o faz com nuances e talento únicos. E com um trabalho de voz que causa a mais funda impressão. “Leite Derramado” deve muito a seu encenador e adaptador, Roberto Alvim, companheiro de vida e de teatro da atriz (integram juntos a Cia Club Noir). Mas deve mais ainda a esta impressionante atriz, dona de uma imensa folha de serviços prestados ao teatro brasileiro. Ela, no entanto, ainda não recebeu do cinema ou TV, os papéis que faz por merecer.

O que sabemos dela? Que teve sólida passagem pelo Centro de Pesquisa Teatral – Grupo Macunaíma, a essencial companhia de Antunes Filho. Atuou em “Fragmentos Troianos”, “Antígona”, “Medéia” (este valeu a ela o Prêmio Shell) e foi a alma do projeto “Prêt-à-Porter”. Mas esta atriz formidável segue conhecida apenas nos meios teatrais. Na imprensa, ainda não fez por merecer perfis substantivos. Pesquisas na internet nos revelam poucos dados. Felizmente, sólidas críticas teatrais confirmam que ela é capaz de interpretar à perfeição um macaco (em “Comunicação a uma Academia”, de Kafka) e que fez “Fluxorama”, com Caco Ciocler, sob direção de Monique Gardenberg. E que atuou em meia dúzia de filmes. Coube a Ugo Giorgetti dar a ela papel de destaque em “Paredes Nuas”, telefilme livremente inspirado na história do colecionador e dono do falido Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, e em seu entorno familiar e profissional. Juliana desempenhou outros pequenos papéis em filmes de ficção. E, felizmente, ganhou espaço nobre em documentário de Evaldo Mocarzel. O cineasta, em sua significativa série sobre grupos de teatro, dedicou um filme ao Club Noir, de Galdino e Alvim. Na TV, Juliana está dando seus primeiros passos. Coube a ela o papel de Dona Suely (recriação ficcional de Dona Solange, a censora), em “Magnífica 70”, série da HBO, protagonizada por Simone Spoladore.

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