A empresa de cinema e audiovisual de São Paulo, Spcine, anunciou nesta quarta-feira (13/9), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, um novo pacote de editais que pretende estimular o mercado audiovisual paulistano. Participaram do lançamento o diretor-presidente da Spcine, Mauricio Andrade Ramos, e o secretário municipal de Cultura, André Sturm.

São, ao todo, três programas com propostas diferentes e investimento total de R$ 9 milhões. Eles miram a produção de longas-metragens, o pré-licenciamento de séries de TV, além de uma linha específica para a exibição de filmes em canal de TV aberta. As inscrições acontecem ao longo de setembro.

No edital de complementação de produção de longa-metragem, serão investidos R$ 7 milhões, sendo metade proveniente da ANCINE. Na proposta, a Spcine auxilia o proponente a chegar aos 50% do orçamento de produção da obra para que, assim, ele consiga a liberação dos recursos de filmagem já captados junto à ANCINE.

Para documentários com orçamento total de pelo menos R$ 1 milhão, a Spcine disponibiliza até R$ 300 mil. E para ficções e animações de ao menos R$ 3 milhões, um máximo de R$ 800 mil. O principal critério de seleção é o volume de recursos solicitados. Quanto menor o valor, maior a chance de garantir o aporte.

A Spcine também prepara um edital voltado a obras seriadas para TV aberta e por assinatura, com valor total de R$ 1 milhão. A linha vai investir até R$ 100 mil por projeto, com o objetivo de compor o valor total da pré-licença – contrato de exibição entre a produtora e o canal. Desta forma, ele consegue ter acesso aos recursos de produção do Fundo Setorial do Audiovisual. Para participar, o proponente precisa ter pelo menos 50% da pré-licença já negociada com o canal de TV.

A terceira e última iniciativa é o programa de difusão de longas-metragens em TV aberta. Nela, a Spcine oferece prêmios e, em parceria com o canal, garante a exibição da obra em faixa exclusiva na grade de programação. São três categorias: de R$ 12 mil para até 25 produções que já estrearam nos cinemas, mas que são inéditas na TV aberta; de R$ 25 mil para até 8 filmes com mais de 500 mil espectadores nos cinemas e já exibidos na TV aberta; e, por fim, de R$ 50 mil para até 10 filmes inéditos para lançamento em TV aberta. O valor total da linha é de R$ 1 milhão.

Depois do anúncio dos editais, a Spcine entregou um certificado para as produtoras contempladas no edital de produção que a empresa lançou em 2016, de investimento total de R$ 7 milhões. Ganharam nove projetos de longa de ficção – sendo dois sob direção de novos realizadores –, quatro de documentário e um de animação.

Os filmes contemplados foram:

Filmes de ficção: O Caso Morel, de Suzana Amaral | A Chave da Casa, de Simone Elias | A Cidade Aqui Dentro, de Matias Mariani | Dora e Gabriel, de Ugo Giorgetti | Madame Durocher, de Heitor Dhalia | Sem Pai nem Mãe, de André Klotzel | Tais e Taiane, de Augusto Sevá | A Cidade dos Abismos, de Priscyla Bettim | Selvagem, de Diego da Costa

Documentários: 171, Me Engana que eu Gosto, de Rodrigo Siqueira | Bem Vindos de Novo, de Marcos Yoshi | Fotografação, de Lauro Escorel | Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich

Animação: Um Pinguim Tupiniquim, de César Cabral e João Tenório

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