Trailers TV Revista de Cinema — 23 agosto 2012
Um Homem Qualquer

Um Homem Qualquer é uma tragicomédia urbana, onde um homem comum busca o sentido da vida no caos da grande cidade. Além de percalços e de uma nova filosofia, esse “homem qualquer” encontra também um novo amor. O filme, produzido em 2009, estreia no próximo dia 31 de agosto em São Paulo, Rio e Brasília.

Jonas (Eriberto Leão) personifica o homem oprimido pela modernidade. A paisagem caótica da cidade de São Paulo reflete o imaginário de Jonas: um ambiente em desequilíbrio, onde encontros improváveis podem acontecer. Afogado em seus questionamentos, Jonas escuta os depoimentos de Isidoro (Carlos Vereza), um ex-psiquiatra que se tornou morador de rua e que, em sua ironia, desconstrói a busca de uma verdade absoluta e mostra a Jonas que nem um amor e nem dinheiro são garantias de felicidade.

É assim, na rua, que Jonas conhece sua namorada, Lia (Nanda Costa), uma jovem aspirante a atriz e amiga de Igor (Pedro Neschiling). Foi também na rua que encontrou seu companheiro de apartamento, Tico (Norival Rizzo), um homem rústico e com ideologia de esquerda dos anos 60.

Os atores do teatro da Praça Roosevelt participaram do longa interpretando os mendigos da trama, e locais como o bairro Santa Cecília, a Praça da Sé e o Largo do Paissandu, em São Paulo, serviram de locações.

Um Homem Qualquer é a estreia de Caio Vecchio em longa-metragem e foi inspirada em Raimundo Arruda Sobrinho, morador de rua  de Pinheiros, bairro de São Paulo. O projeto de R$ 1,6 milhões é uma produção da Encruzilhada Filmes.

A tragicomédia metropolitana que discute o que realmente importa, o que não importa, e o que é relativo é acompanhada pela trilha sonora “Eu Não Existo Sem Você”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, interpretada por Teresa Cristina.

Caio Vecchio realizou cinco curtas: “Nervos de Aço”, “Do Mundo Não Se Leva Nada”, “Metástase”, “Keró” e “Amor de Mula”. Também dirigiu o documentário “Catástrofe de Caraguá”. Participou da produção dos filmes: “Cronicamente Inviável”, de Sérgio Bianchi e “Estórias de Trancoso”, de Augusto Sevá.

 

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