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EDIÇÃO 96
OUT/NOV/2009


EDIÇÃO INTERNACIONAL

 
Notícias

26/5/2009 16:31:30

Jovens fazem filme ao vivo em São Paulo



 
Cena do filme "Fluidos", que terá sua próxima exibição no dia 31 de maio, no Centro Cultural São Paulo
 
Enquanto atores gravam uma cena num bar do centro, telespectadores assistem essas mesmas cenas ao vivo em uma sala de projeção do Centro Cultural São Paulo. É assim que funciona “Fluídos”, o primeiro filme ao vivo, criado e produzido pelo jovem diretor Alexandre Carvalho, formado em cinema pela ECA em 2002. O filme, seu primeiro longa-metragem, tem orçamento limitado aos 50 mil que o produtor conseguiu do Edital Primeiras Obras, da prefeitura de São Paulo. É uma ficção de 80min sobre o cotidiano de relacionamentos pautados pela fugacidade.
 
Em parceria com o roteirista Rodrigo Ribeiro, Alexandre começou o projeto há oito meses. Além dos dois, são mais 12 pessoas na equipe de produção e seis atores. Todos entre 20 e 30 anos, empolgados com a idéia de fazer algo novo e diferente. A estrutura de gravação do filme utiliza três câmeras e três núcleos de locações. E, de acordo com Alexandre, a transmissão ao vivo é mais simples do que ele imaginava. A estrutura a mesma de um telejornal - cabos e uma air antena que transmitem as imagens para uma mesa de edição de corte ao vivo - mas a linguagem é de cinema.
 
Segundo Alexandre, a idéia é promover um "escancaramento do processo". Além de assistir ao vivo, pessoas podem acompanham as gravações in loco, pois as locações não são isoladas. Muitas vezes os transeuntes não se dão conta de que um filme está sendo gravado e acabam atuando como figurantes.
 
Além das dificuldades normais de todo projeto audiovisual, "Fluídos" também teve que lidar com os dilemas dessa proximidade com as pessoas. Inicialmente, seria gravado no Centro Cultural da Juventude, mas algumas pessoas não entederam que tratava de um filme e agrediram a equipe durante uma cena mais polêmica - em que um casal faz sexo por celular.
 
O filme despertou as curiosidade do público, que superlotou as salas nas primeiras apresentações no CCSP. Terminando as edições feitas com o dinheiro do edital, Alexandre planeja buscar por apoios e patrocínios para continuar com o projeto e exibi-lo em outros lugares
 


Por Letícia Mori
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