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EDIÇÃO 96
OUT/NOV/2009


EDIÇÃO INTERNACIONAL

 
Notícias

28/2/2008 17:15:14

Co-produções movimentaram US$ 50 milhões desde 2004

Brasil e Canadá têm parceria desde 1995; "Blindness", de Fernando Meirelles, é exemplo de co-produção bem sucedida

Projetos em co-produção do Brasil com o Canadá movimentaram, entre 2004 e 2007, US$ 50 milhões (documentários, animação e longas de ficção). O valor foi apresentado durante o 3° Encontro de Co-Produção Brasil Canadá, realizado entre esta quinta-feira, 28, e amanhã, em São Paulo.

Desde 1995, o Brasil tem um acordo bilateral de co-produção audiovisual com o governo canadense. Os artigos estabelecem que cada parte investir de 20% a 80% do orçamento, além de permitir livre trânsito para importação e distribuição de produções brasileiras ou canadenses em ambos os países. "Os contatos para co-produção podem ser feitos via produtoras ou diretamente no nosso escritório", afirmou, com exclusividade à Revista de Cinema On-Line, a diretora de Desenvolvimento de Negócios e Distribuição do NFB (National Film Board of Canada), Joanne Leduc. O NFB é a única produtora e distribuidora pública do país.

No encontro desta tarde, estão agendadas cerca de 330 reuniões com 30 empresas canadenses. Os brasileiros vão apresentar seus projetos a potenciais financiadores, além de investir em filmes de produtoras estrangeiras.

Um dos exemplos bem sucedido de co-produção é "Blindness", novo filme de Fernando Meirelles ("Cidade de Deus", "O Jardineiro Fiel"), fruto da parceria entre O2 e a Rhombus. O filme tem orçamento de US$ 25 milhões e tem cenas rodadas em São Paulo e em Ontario (Canadá).

A série em animação "My Big, Big Friend", co-produção da 2D Lab e Breakthrough Entertainment, já foi vendida para o canal Treehouse. Dirigida por Andrés Lieban (da 2D Lab), a série tem 52 episódios de 11 minutos cada.

Entre outros projetos em desenvolvimento, destaca-se a série "Daily Planet Vai ao Brasil", da canadense Exploration Production, programa de TV que terá duração de seis horas e vai abordar diversos aspectos culturais do Brasil. Há também o documentário "Soccer under two Suns", de Julio Munhoz, sobre a final da Copa do Mundo de 1958, entre Brasil e Suécia. "A TV estatal sueca, Sveriges Television, já demonstrou interesse. Agora vamos começar a procurar um parceiro brasileiro", explica Munhoz, brasileiro que vive no Canadá há sete anos e é proprietário da Cronophia Commnications.

BNDES tem linha de crédito para TV

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) inaugurou no fim de 2007 uma linha de crédito exclusiva para co-produções que serão exibidas na televisão. Estão disponíveis, por ano, R$ 6 milhões não-reembolsáveis para as produções independentes de TV.

"O beneficiário precisa já ter conseguido um financiamento no Procult", explica Luiz André, Técnico do Departamento de Economia da Cultura do BNDES. Quem obteve o financiamento e tem contrato no qual a co-produtora estrangeira investe mais de 40% do orçamento do filme, poderá acessar um complemento não reembolsável correspondente a 50% do valor do financiamento obtido no Procult.


Por Heitor Augusto
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